Jornal da Universidade Federal do Pará. Ano XXX Nº 130. Abril e Maio de 2016

Acidez das águas minerais comprovada

Pesquisa corrobora que belenenses ainda bebem
águas minerais com altos níveis de acidez

por Walter Pinto / Janeiro e Fevereiro 2013
foto Laís Teixeira

 

Pesquisa realizada pela engenheira agrônoma Érika Ferreira Rodrigues, para obtenção do título de especialista em Gestão Ambiental pelo Núcleo de Meio Ambiente da Universidade Federal do Pará (NUMA/UFPA), constatou que os belenenses continuam consumindo águas minerais com altos níveis de acidez. O resultado das análises físico-químicas realizadas em amostras de sete diferentes marcas comercializadas na Região Metropolitana de Belém indicou que todas estão impróprias para consumo e não podem ser classificadas como águas minerais. O estudo, apresentado na forma de monografia, foi concluído em junho do ano passado.

A Portaria nº 2.914, de 12 de dezembro de 2011, do Ministério da Saúde, que dispõe sobre o padrão de potabilidade das águas, recomenda que o pH (potencial hidrogeniônico) da água própria para consumo seja mantido na faixa de 6,0 a 9,5.  Nenhuma das marcas analisadas no Laboratório de Recursos Hídricos do Instituto de Geociências da UFPA está dentro deste padrão. Elas variam o pH entre 3 a 4,5, o que caracteriza águas ácidas, portanto, impróprias para consumo. A análise apresentou os seguintes resultados: Belágua, 3; Top Line, 3,75; Mar Doce, 3,80; Nossa Água, 3,89; Terra Alta, 4,14; Indaiá, 4,52. Como as empresas não permitiram a coleta de águas em suas fontes, a pesquisadora realizou exames em águas à venda nos supermercados, ou seja, examinou amostras de águas comercializadas.

“Uma água precisa ter um pH acima de 6,5 para ser potável. Abaixo disso, não é água potável, podendo, inclusive, causar problemas de saúde”, adverte o professor Milton Matta, orientador do trabalho. Ele explica que as águas comercializadas em Belém são ácidas. “Essa água, sendo consumida durante dez, vinte anos, pode causar problemas gástricos, como gastrites, úlceras e câncer de estômago, doença cuja incidência coloca o Pará em segundo, entre os Estados da Federação.”

O outro aspecto apontado por Matta é que as águas analisadas não podem ser classificadas como minerais. Água mineral é aquela que, além de ter as mesmas propriedades de qualquer água de poço, de qualquer água subterrânea que se conhece, precisa ter um parâmetro em que sobressaia. “Por exemplo, uma água mineral cálcica é a que apresenta incidência de cálcio acima do valor médio das demais águas da região. Assim, temos água mineral potássica, água mineral férrica e assim por diante”. Matta conclui, então, que as águas envasadas e comercializadas em Belém não passam de águas comuns, não podendo, sequer, ser classificadas como águas potáveis de mesa.

Produtos envasados em Belém não cumprem exigências

Em 2005, a imprensa paraense deu grande divulgação ao resultado do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do estudante de Geologia Desaix Paulo Balieiro Silva, que se propôs a comparar amostras de águas coletadas nas fontes de quatro marcas – Belágua, Nossa Água, Mar Doce e Indaiá – e compará-las com amostras das mesmas marcas coletadas em garrafões comercializados em supermercado. Desaix objetivava verificar a possibilidade de os processos físico-químicos modificarem as águas depois da retirada da fonte, envasamento e comercialização. O resultado, porém, foi surpreendente: nenhuma das marcas poderia ser classificada como “água mineral”, mas como “água potável de mesa”. O artigo 3º do Código de Águas Minerais, do Departamento Nacional de Produção Mineral, define água potável de mesa como “de composição normal, proveniente de fonte natural ou de fonte artificialmente captada, que preencha somente as condições de potabilidade para a região”. Ou seja, não precisa ter um parâmetro em que sobressaia, basta ser própria para consumo.

A repercussão na imprensa provocou manifestação do Ministério Público do Estado (MPE), que emitiu notificação dando prazo de 120 dias para que as empresas efetuassem mudança nos rótulos, com a retirada da classificação “água mineral” e substituição por “água potável de mesa”. Em outra ação, o MPE determinou a coleta nas fontes das quatro marcas pesquisadas por Desaix e realização de análise físico-química no Instituto Evandro Chagas. Embora o prazo tenha se encerrado, as empresas não realizaram a substituição dos rótulos, nem se conhece ainda o resultado do exame.

Para agravar ainda mais o quadro, a pesquisa de Érika Ferreira Rodrigues comprovou o alto nível de acidez das sete marcas d’águas envasadas em Belém, acrescentando três outras às quatro estudadas por Desaix (Top Line, Grenagua e Terra Alta). O resultado das análises mostrou que as “águas minerais” envasadas e consumidas em Belém não cumprem, sequer, as exigências mínimas para serem classificadas como “águas potáveis de mesa”.

Observações rumam para o desenvolvimento sustentável

Além de atestar os níveis de acidez, a pesquisa de Érika Ferreira Rodrigues elaborou um quadro de propostas para o desenvolvimento sustentável das empresas que produzem e comercializam águas minerais em Belém, seguindo o tripé ambiental, social e econômico. O quadro foi traçado a partir da observação em cinco das empresas, considerando que a pesquisadora não foi autorizada a visitar as que produzem as marcas Grenagua e Indaiá.

De maneira geral, ela aponta a necessidade de adequação às determinações da legislação e das instruções normativas. Seguindo as recomendações da ISO 14001, que trata do sistema de gestão ambiental, a pesquisadora constatou que as empresas visitadas fazem uso de soda cáustica no processo de lavagem dos garrafões, o que é recomendado, assim como o uso de água a 50° C. No entanto observa a ausência de monitoramento dos impactos causados pelo processo de limpeza, haja vista a água voltar para o lençol freático. Como solução, aponta para a necessidade de construção de tanques de lavagem. Outra recomendação é adequação do sistema de ozônio ao processo de limpeza microbiológica dos garrafões, que também gera impacto na sustentabilidade do entorno. Observou também a inexistência de coleta seletiva e de reciclagem dos resíduos industriais.

Na parte social, a pesquisadora constatou a falta de creches e escolas para filhos de funcionários em quase todas as empresas, assim como de salas de descanso e ambulatórios para uso dos funcionários. Na parte econômica, observou que, apesar do uso de uniformes completos, os funcionários necessitam de promoção de cursos de capacitação para o trabalho de manipulação de alimentos, assim como para os que trabalham no entorno das empresas e fontes. Outra necessidade diz respeito à contratação de pessoal mais qualificado para o controle do processo. Em relação aos garrafões, Érika Ferreira observou que todas as empresas produzem vasilhames, mas não estão organizadas para exercício do monitoramento sobre eles depois que saem da indústria. Assim, o retorno não é garantido.

comentários (28)
Águas Minerais
escrito por Flávio Miranda, fevereiro 09, 2013
Nossos águas minerais são ácidas e fazem mal a saúde.

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Água Alcalina Ionizada
escrito por Gil Moreira, fevereiro 09, 2013
É verdade o que foi relato pela pesquisadora com o suporte do geólogo Milton Matta. Acompanho o trabalho deles há 2 anos, e realmente precisamos beber água de qualidade. No mercado já existem empresas que comercializam aparelhos para tratamento de água, que conseguem alcançar as características de uma água primordial, ou seja, água pura, alcalina, anti-oxidante, com minerais.

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água engarrafada
escrito por armando faria jr, fevereiro 09, 2013
Olá boa tarde, esse assunto nos assusta, haja vista, que não foi abordado, a pouca quantidade de cálcio, magnésio, potássio, muito sódio e nitrato, a condutividade é muito baixa, plastico poroso, fino, absorve gás, poeira do ambiente externo, plastico retornável, água pega muito sol acaba com oxigênio da água sem falar do xenoestrôgenio, bisfenol -A, antimônia, ftalatos, tudo isso devido ao sol, a população bebe uma água morta e envenenada, essa água é um corpo e esse corpo faz parte d maioria do organismo das pessoas, isso causa câncer, os médico deveriam instruir as pessoas sobre esse assunto, mais infelizmente o próprio médico não conhece esse assunto, até porque ele não e estudou esse assunto na faculdade, todo médico devia estudar nutrologia. a água ideal é pura, ph elevado, orp negativo, condutividade alta e tensão baixa, as águas Ionizada

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Por fim, o que temos?!
escrito por Etinei S. da Hora, fevereiro 19, 2013
Então é apenas isto; concluem pesquisas, comprovam-se o malefício que a água "mineral" comercializada (todos os dias por pessoas inocentes, inclusive crianças) em Belém traz para quem a bebe, inclusive podendo causar doenças gástricas, úlceras e até câncer e vamos ficar por isso mesmo? Belém me envergonha, às vezes!

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Acidez das águas minerais comprovada
escrito por Dr. Artur Monteiro Bento, fevereiro 22, 2013
O assunto é preocupante. Pois, se no Brasil isso ocorre, imagina nos países africanos, hoje, em Cabo Verde virou moda beber água mineral. Daí minha preocupação com um País que não fabrica, e, se fabrica, não dá para sustentar 1/10 da população. País pobre como o nosso Cabo Verde, que chega a faltar medicamentos nos hospitais. É amendrontador. Parabéns pesquisadores, pois esta pesquisa científica, melhor, sua importância consiste em chamar atenção para os problemas, advindo do consumo excessivo, especialmente, dos países que se abriram para o mercado mundial desde os anos 90, quando os governos centralizadores se desmoronaram, assim que o muro de Berlim caiu.
Parabéns.

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agua
escrito por jorge moraes, fevereiro 27, 2013
uma vergonha !!! me sinto lesado !!! temos que organizar uma manifestação de massa em frente aos orgãos de defesa do consumidor e exigir imediatas providências contra esse crime cometido contra nós !!! precisamos fazer alguma ciosa rápido e já !! uma delas é fazer um debate na ufpa sobre o assunto para sensibilizar a comunidade academica e a população !!!

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Sacanagem!
escrito por kARINA, fevereiro 27, 2013
Pagamos um preço absurdo em um garrafão de 20l para tomar água com níveis de ph Ácidos. Cadê a fiscalização?

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Quem vai tomar providências...???
escrito por sandra, fevereiro 27, 2013
Quero saber se eu como uma cidadã e consumista do produto tenho que continuar até quando tomando veneno achando que é água mineral...? Isso é uma falta de respeito para com a população, e os nossos direitos como consumidor onde fica? Precisamos acordar meu povo belenense, vamos lá em busca de nossos direitos pelo menos de ser informado sobre qual o produto estamos comprando achando que é água mineral.

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A midia vem divulgando
escrito por André Luis Fernandes, fevereiro 28, 2013
Olá, infelizmente a população não está atenta ao principal nutriente do corpo humano, tenho acompanhado algumas reportagens e noticiários sobre o problema de acidez em nossa água, desde 2005 já existe matérias de jornais falando sobre esse grande problema que está prejudicando a saúde das pessoas silenciosamente e causando até câncer....só em 2012 saíram diversas reportagens...a Revista Veja apresentou uma reportagem com cientistas americanos alertando que devemos consumir água alcalina, Diário do Pará de julho/2012, mostrando que a água do Pará é a mais ácida do país com baixa qualidade, Jornal da Recor dia 12/02/2013 em rede nacional falo sobre o assunto e é por estas razões que hoje tenho um aparelho de tratamento de água simples, mais extremamente eficiente que deixa o pH da água alcalina (9,0)com eficiência bacterológica aprovada pelo Inmetro. Hoje eu e toda minha família bebemos água alcalina e já percebemos uma grande diferença.

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Fonte do Utinga
escrito por Jorge Fonseca, fevereiro 28, 2013
Por gentileza, alguma informação de Acidez sobre a Fonte do Parque do Manancial do Utinga, Agradeço.

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Notícia inócua
escrito por Adilson S. Barbosa, março 01, 2013
Já não a primeira vez que a universidade faz esse tipo de pesquisa e trás como resultado essa alteração na qualidade da água que consumimos aqui em Belém.
O resultado por si só já é uma excrescência, no entanto, pior do que isso é que a quem compete fiscalizar essas empresas responsáveis por manipular a água ausenta-se de tal função.

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gestão ambiental
escrito por sueli de lia pereira, março 02, 2013
excelente matéria! ministro aula de gestão ambiental para meus alunos e estamos falando exatamente sobre os aspectos e impactos ambientais gerados do processo produtivo. falta a fiscalização atuar para que essas empresas cumpram a legislação, onde só o consumidor paga um preço muito alto com a própria saúde. PARABENS PELA PESQUISA!

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uma água saudavél
escrito por ewerton jose barros, março 06, 2013
li a respeito na revista ISTOÉ do dia 29/02/2012, que o cientista defende que a boa saúde depende de um ph equilibrado e se refere ao nivel de acidez. O acido danifica a capacidadede absorver nutrientes e de restaurar as celulas danificadas por isso recomenta evitar bebidas acidas.
A água alcalina deixa o organismo mais alcalino já existe aparaelhos fazer a ionização. deste que descobri bebo água deste aparelho.não bebo mais água acida.deste que tive conhecimento.

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Onde encontrar água nâo acida em Belém?
escrito por Kurt Schmid, março 14, 2013
Exelente pesquisa..e uma surpresa desagradável. acabei de ler no galão da água que consigo comprar aqui em Belém (Indaiá) que o pH dessa leva foi de 4,01 !!

Estamos neutralizando com bicarbonato de sódio, mas o gosto não fica bom e não sei se ao longo prazo isso será saudável. desde então procuro deseperadamente por uma água neutra ou levemente básica aqui em Belém, mas não encontro. Com preferência a minalba..alguem pode me ajudar e indicar uma distribuidora que tenha alguma água boa para consumo (com pH em torno de 7-8?). muito grato!

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E hora do MPE atuar com rigor.
escrito por Alessandro Nery, março 15, 2013
Parabens a engenheira agrônoma Érika Ferreira Rodrigues, pela pesquisa. Espero, como cidadao, que os orgaos competentes obriguem essas empresas a cumprirem a legislacao, assim como nos cumprimos nosso papel de contribuintes, haja vista, nao sejamos hipocritas, sabemos que continuaremos a consumir as referidas aguas, mesmo sabendo que nao deveriamos. E hora do MPE atuar com rigor. E o que esperamos....!!!

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gostei do artigo, porem...
escrito por emanuel cardoso inspetor de solda n1, março 17, 2013
Acho que deveriam ter feito analise também da água potável da torneira, não ha comparando com ás que se dizem mineral, mas para efeito de conhecimento, visto que, foram feitas muitas criticas, porém, poucas soluções.
QUE ÀGUA DEVO BEBER?

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pai tenho sede! mas, o que beber!
escrito por lucio h f silva, março 18, 2013
Achei interessante esta pesquisa, os dados estatistico, as fontes e fabricantes e envasadores, mas, e agora? o que fazer? diante desta situação? devemos ter uma ação publica via ministerio público, para alertar e salvar a população dos perigos imediatos que estarão por vir?

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E as
escrito por Laudyson Araújo, março 18, 2013
Desde 2005 em trabalho semelhante fora indicado este problema da água vendida descaradamente sob o jargão de mineral. Tomaram providências judiciais que não foram cumpridas e agora mais essa de acidez. A pergunta que fica é por que os órgãos de proteção ao meio ambiente/consumidor e de fiscalização, juntamente com os poderes do executivo e legislativo não fazem nada?

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Estranho
escrito por Ricardo Vieira, março 20, 2013
O que mais me causa espanto é que a informação do pH ácido está contida no rótulo de várias marcas (observem este fato na próxima vez que beberem água "mineral"). Ou seja, a empresa e os órgaos reguladores têm tem conhecimento do fato. Estranho...

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Doutor em Hidrogeologia
escrito por Prof. Dr. Milton Matta, março 20, 2013
Gostaria, como orientador dessa pesquisa de fazer algumas considerações sobre tudo o que foi dito nos diversos comentários acima:
1- Desde 2005 estamos estudando essas águas "minerais" do Pará e divulgando os resultados técnico-científicos para a sociedade do Pará;
2- São dois os principais problemas das águas engarrafadas: a) não são minerais, são águas subterrâneas comuns; b) são ácidas, com valores de pH entre 3 e 4.7 e,pela legislação nacional e mundial (OMS) para uma água ser potável, o pH tem que estar dentro do intervalo 6.5 a 9.0, portanto essas águas são prejudiciais à saúde pública, segundo os médicos e muita pesquisa científica sobre o assunto, podem causar GASTRITE, ÚLCERA e mesmo CÂNCER GÁSTRICO.
3- O Ministério Público, através da Promotoria de Defesa do Consumidor me chamou em 2005 e me chamou agora, meu encontro com eles será amanhã pela manhã, para discutirmos o que fazer contra esse problema. Soube que o processo de 2005 foi arquivado e vou querer saber os motivos desse arquivamento.
4- Fico satisfeito que a UFPA, através da Faculdade de Geologia esteja cumprindo sua obrigação em pesquisar assuntos de interesse da sociedade e que esteja em sintonia com o Ministério Público. Juntos podemos mudar as coisas...
Obrigado pelos comentários e depoimentos.
Prof. Milton Matta (Orientador da Pesquisa)

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...
escrito por Messias Pedro da silva, maio 03, 2013
Teríamos de fazer em casa tratamento químico na água da torneira? Ou há outra solução?

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AGUA MINERAL
escrito por CESAR MOREIRA PINTO, maio 08, 2013
Caro Prof. Matta,
Que trabalho maravilhoso seu como orientador e de seus alunos sobre este tema. Trabalho na Versant do Brasil desde 2008 e neste período procurei me cercar de alguns conhecimentos sobre o assunto. Gostaria de ver este tipo de estudo com maior divulgação, pois lamentavelmente a maioria da população não tem o conhecimento necessário para entender as especificações físico químicas contidas nos rótulos das águas mineriais. Grande abraço e sucesso no seu intento.
Cesar Moreira Pinto

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Qualidade água mineral
escrito por Thiago, junho 20, 2013
Olá! Por favor poderiam nos atualizar sobre o assunto acima? Hoje recebi um garrafão de água mineral da top line...há alguma empresa regularizada apta para comercializar água mineral?

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Cuidado com as conclusões..
escrito por Isabel, setembro 17, 2015
Gente, sem desmerecer o trabalho da pesquisadora, é preciso destacar que a legislação sobre potabilidade da água da rede de distribuição não se aplica às águas minerais. Ou seja,há águas minerais ácidas, sim, e isso não é o fim do mundo nem a medicina considera um alerta para doenças. O fato de se comercializarem água mineral com pH inferior a 6,0 não fere legislação alguma! Outra situação é quando os resultados de analises não correspondem aos indicados nos rótulos e a "água mineral" nada mais é do que "água potável de mesa": aí sim cabe fiscalização dos órgãos de proteção ao consumidor.
Segundo a resolução RDC n° 274, de 22 de setembro de 2005 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a água mineral é a água obtida diretamente de fontes naturais ou por extração de águas subterrâneas, caracterizada pelo conteúdo definitivo e constante de determinados sais minerais, oligoelementos e outros constituintes, considerando as flutuações naturais.

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Água Mineral
escrito por João Souza, maio 27, 2016
Eu tenho uma empresa na venda de água minerais, e o que eu tenho percebidos é que as pessoas não procuram saber da qualidade da água mineral, nem mesmo observam a validade dos garrafões, apenas perguntam pelo preço, e quem chegar primeiro vende. tenho procurado passar informações para meus clientes, e ainda tem uns que nem querem ouvir. Outro detalhe, nem mesmo tiram o lacre do garrafão, que vem com as observação para retirar. Tenho procurado fazer a diferença em minha venda utilizando alcool, para fazer a higienação na entrega, mas até isto tem pessoas que recusam, e por ser um produto que faz parte de nosso alimento, deveria haver uma fiscalização mais rígida até mesmo no armazenamento dos garrafões nos locais de venda.
Parabens pela matéria, que sem dúvida me serviu muito mesmo, obrigado!
ESPECIALISTA EM ENG. DE PRODUÇÃO
escrito por SANDRO W. P. DE ALMEIDA, julho 22, 2016
A classificação das água quanto sua natureza mineral é realizada pelo DNPM- Departamento Nacional de Pesquisa Mineral, ou seja, não podemos "enquadrarmos" água mineral nos parâmetros relacionados à Portaria 2914 de 2011 e CONAMA 357 de 2005... Para ser designada MINERAL, esta água precisa ter, em sua composição química, determinados sais, pois sem estes sais presentes na amostra, esta água será considerada Água potável de Mesa...Para finalizar: Se a amostra não for regulamentada pelo DNPM, não será considerada mineral...É lei.
At, Sandro Almeida
Gerente de Qualidade
SANEPAR-PA - Agencia de Saneamento de Paragominas-PA
ESPECIALISTA EM ENG. DE PRODUÇÃO
escrito por SANDRO W. P. DE ALMEIDA, julho 22, 2016
A classificação da água quanto sua natureza mineral é realizada pelo DNPM- Departamento Nacional de Pesquisa Mineral, ou seja, não podemos comparar água mineral com os parâmetros relacionados à Portaria 2.914 de 2011 e CONAMA 357 de 2005... Para ser designada MINERAL, esta água precisa ter, em sua composição química, determinados sais, pois sem estes sais presentes na amostra, esta água será considerada Água potável de Mesa...Para finalizar: Se a amostra não for regulamentada pelo DNPM, não será considerada mineral...É lei.
At, Sandro Almeida
Gerente de Qualidade
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ESPECIALISTA EM ENG. DE PRODUÇÃO
escrito por SANDRO W. P. DE ALMEIDA, julho 22, 2016
A classificação da água quanto sua natureza mineral é realizada pelo DNPM- Departamento Nacional de Pesquisa Mineral, ou seja, não podemos comparar água mineral com os parâmetros relacionados à Portaria 2.914 de 2011 e CONAMA 357 de 2005... Para ser designada MINERAL, esta água precisa ter, em sua composição química, determinados sais, pois sem estes sais presentes na amostra, esta água será considerada Água potável de Mesa...Para finalizar: Se a amostra não for regulamentada pelo DNPM, não será considerada mineral...É lei.
At, Sandro Almeida
Gerente de Qualidade
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